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Porto, Portugal · b. 31 October 1953Porto, Portugal · n. 31 de outubro de 1953

José Alberto Barroso Machado eCosta

Former FC Porto winger and Portugal international, then a coachAntigo extremo dos dragões e internacional português, depois treinador

Born in Porto, with roots in Trás-os-Montes, he combined the left wing at Académica with an engineering degree. At FC Porto he won two league titles and was voted Footballer of the Year in 1979. Then came about 25 years as a coach, on three continents.

Nasceu no Porto, com raízes em Trás-os-Montes, e conciliou na Académica o lugar de extremo-esquerdo com o curso de engenharia. No FC Porto somou dois títulos de campeão nacional e foi eleito Futebolista do Ano em 1979. Seguiram-se cerca de 25 anos como treinador, em três continentes.

José Alberto Barroso Machado e Costa in the blue-and-white FC Porto shirt with the Revigrés sponsor, 1980s
1979Portuguese Footballer of the YearFutebolista Português do Ano
2×National champion with FC PortoCampeão nacional pelo FC Porto
1979Portuguese Footballer of the YearFutebolista Português do Ano
24Caps for PortugalInternacionalizações A
199Games for FC PortoJogos pelo FC Porto

01 · Stories · A career rememberedHistórias · Memórias de uma carreira

It starts with a promise from Pelé.Tudo começa com uma promessa de Pelé.

Ten stories from a life in football, told from José’s own memories. The first, and the one that matters most, he wrote himself, word for word. Each one closes with a short note on the background. Use the arrows to move on.

Dez histórias de uma vida no futebol, contadas a partir das memórias do próprio José. A primeira, e a mais importante, foi escrita por ele, palavra a palavra. Cada uma fecha com uma breve nota de contexto. Use as setas para avançar.

StoryHistória 1/10
José Costa seen from behind in the white Rochester Lancers shirt with COSTA and No. 8 on the back, facing Pelé in the green New York Cosmos No. 10 shirt
Rochester Lancers v New York Cosmos, 15 July 1977. José Costa (No. 8) with Pelé.Rochester Lancers x New York Cosmos, 15 de julho de 1977. José Costa (n.º 8) com Pelé.

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José Costa in the white Rochester Lancers No. 8 shirt and Pelé in the green New York Cosmos No. 10 shirt, face to face and talkingPelé in the green New York Cosmos No. 10 shirt with his arm around José Costa, who wears the white Rochester Lancers No. 8 shirt

01 The main story · In his own wordsA história principal · Nas suas palavras

Pelé’s promiseA promessa de Pelé

A story that shows how great he was.

Uma história que demonstra a sua grandeza.

It was 1977. The NASL (North American Soccer League), which later gave rise to today’s MLS (Major League Soccer), was going through a boom, and the Cosmos were the biggest thing in it. Back then the league had several world class players, Beckenbauer, Carlos Alberto, Chinaglia and Pelé among them, and plenty of others spread across its different teams.

I was playing for Associação Académica de Coimbra. To hold out for one more year against the big Portuguese clubs that wanted me, I worked out a deal with the club’s directors: I could go and play in the USA for three months with the Rochester Lancers. That would make up the difference from what I was being offered, and I could stay in Coimbra a while longer.

Cosmos games were always special, especially for people who loved football. When they ended, what the fans wanted most was to run onto the pitch, hug their idols and ask for their shirts to keep.

Before Rochester Lancers v Cosmos there was the usual round of handshakes between the players and with the referees. I was only starting out, and I went up to Pelé and told him, among other things, that I admired him and would like to swap shirts with him after the game. He could guess what was going to happen, so he told me it would be difficult, but he promised that if it was possible, he would.

…the humility and respect we show other people can stay in their memory forever…

José Costa

The game started and I forgot all about it. Then the final whistle went and, out of nowhere, a huge crowd poured onto the pitch from all sides, peacefully (my teammates among them), and started to close in, mostly on two of the Cosmos stars, Beckenbauer and Pelé. To my amazement, I looked over and saw Pelé waving his arms, trying to get free of everyone who was surrounding him and grabbing at him. I was even more amazed when I realised he was coming towards me, shouting at people that he had promised me his shirt and they had to let him through. Of course I was thrilled. I was getting to swap shirts with the man who was, back then, the biggest name in world football. I was just as touched by the consideration he showed a young Portuguese player at the start of his career, with his head full of dreams, and I felt lucky to see his character for myself.

That gesture said everything. It showed that, however important or famous we are, there are always moments in our lives, often ones we think little of, when the humility and respect we show other people can stay in their memory forever... It was like that for me.

Here is the photo that proves what I have told you, and the shirt itself is one of the few I keep religiously in my display cabinet.

Estávamos em 1977. Na altura a NASL (North American Soccer League) que deu origem à actual MLS (Major League Soccer) passava por uma fase de euforia da qual a equipa do Cosmos era o expoente máximo. À época, nela jogavam vários jogadores de craveira mundial como Beckenbauer, Carlos Alberto, Chinaglia, Pelé, entre muitos outros espalhados pelas várias equipas da NASL.

Eu representava a Associação Académica de Coimbra e, a forma combinada com os seus dirigentes para resistir, mais um ano, ao assédio dos clubes grandes portugueses, foi poder ir jogar para os EUA durante 3 meses pelo Rochester Lancers e assim compensar a diferença para o que me era oferecido e continuar mais uns tempos por Coimbra.

Os jogos do Cosmos eram sempre especiais principalmente para os entusiásticos do futebol. No fim dos mesmos a preocupação dos adeptos era invadirem o terreno de jogo, abraçarem os seus ídolos e pedirem-lhes as camisolas para recordação.

Antes do Rochester Lancers x Cosmos ouve a troca normal de cumprimentos entre os jogadores e com equipa de arbitragem. Eu, que estava no início da minha carreira, fui ter com Pelé e disse-lhe, entre outras coisas, que o admirava e gostaria de trocar de camisola com ele no final do jogo. Ele, adivinhando o que se iria passar, disse-me que era difícil mas prometeu-me que, se fosse possível, o faria.

…a humildade e respeito demonstrados para com os outros são comportamentos que lhes podem ficar na memória para sempre…

José Costa

O jogo começou e nunca mais me lembrei do pedido feito. Chegou o apito final e de repente sou surpreendido pela invasão pacífica e massiva do terreno de jogo por uma multidão circundante (meus colegas de equipa incluídos) que começava a rodear principalmente duas das figuras do Cosmos, Beckenbauer e Pelé. Para meu espanto, olho e reparo que Pelé bracejava e tentava libertar-se de toda a gente que o rodeava e o agarrava. O meu espanto aumentou quando percebo que ele se estava a dirigir para mim e a gritar com as pessoas dizendo-lhes que me tinha prometido a sua camisola e que o deixassem passar. Claro que fiquei todo feliz não só por ter a oportunidade de trocar de camisola com quem, na altura, era a maior referência mundial mas também pela consideração demonstrada para com um jovem jogador português, em início de careira, cheio de sonhos na cabeça e pela feliz circunstância de testemunhar o seu carácter.

O gesto foi tudo e revelador de que, por mais importantes ou mediáticos que sejamos, há sempre momentos nas nossas vidas, muitas vezes desvalorizados por nós, em que a humildade e respeito demonstrados para com os outros são comportamentos que lhes podem ficar na memória para sempre...Foi o meu caso.

A foto a comprovar o relatado aqui está e a camisola em questão faz parte das poucas que religiosamente conservo na minha vitrine.

Translated from José Costa’s original Portuguese.Texto original de José Costa.

FC Porto team photo from 1978/79, six players standing and five crouching, in blue and white striped shirts
FC Porto 1978/79, the same eleven that started against Benfica. Standing: Freitas, Simões, Teixeira, Gabriel, Duda and Fonseca. Crouching: Oliveira, Frasco, Gomes, Rodolfo and Costa. Photo from the magazine Ídolos.O FC Porto de 1978/79, com o mesmo onze que entrou de início frente ao Benfica. De pé: Freitas, Simões, Teixeira, Gabriel, Duda e Fonseca. Agachados: Oliveira, Frasco, Gomes, Rodolfo e Costa. Fotografia da revista Ídolos.

02 MemoriesMemórias

The goal that ended Benfica’s unbeaten runO golo que acabou com a invencibilidade do Benfica

FC Porto against Benfica in September 1978, and the goal that told Porto he had arrived.

FC Porto x Benfica, em setembro de 1978. O golo que o apresentou aos portistas.

Benfica came to the Antas unbeaten in who knows how many games, but Porto had something new: Costa, just arrived at the club. It was his first season in blue and white, maybe his second or third game for Porto and his first at the old Estádio das Antas.

Speaking to zerozero in 2024, José said that beating Benfica, scoring the goal and ending their unbeaten run felt great, but it meant more than the result. In a team that had been champions the year before for the first time in 19 years, that goal was his way of making his mark. “A statement that, luckily, came true afterwards,” he stressed.

The goal came off a rebound. Left-footed, Costa faked the shot, shifted the ball onto his right and finished from around the penalty spot. “My first goal against Bento was with my right foot. It didn’t count double… but it should have!” he quipped.

O Benfica chegava às Antas sem perder há não se sabe quantos jogos, mas do lado portista havia uma novidade: Costa, acabado de chegar ao FC Porto. Era a primeira época de azul e branco, talvez o segundo ou terceiro jogo pelo clube e o primeiro no velho Estádio das Antas.

Em declarações ao zerozero, em 2024, José garantiu que vencer o Benfica, marcar o golo e acabar com a invencibilidade do rival soube muito bem, mas o significado foi além do resultado. Numa equipa que no ano anterior tinha sido campeã ao fim de 19 anos, aquele golo serviu de afirmação pessoal. «Uma afirmação que, felizmente, depois se concretizou», sublinhou.

O lance nasceu de um ressalto. Esquerdino, Costa simulou o remate, passou a bola para o pé direito e finalizou ali junto à marca de penálti. «O meu primeiro golo ao Bento é de pé direito. Aquilo não valeu a dobrar… mas devia valer!», atirou.

Based on a video interview. Quotes pending José’s review.Com base numa entrevista em vídeo. Citações a rever pelo José.

SourceFonte: zerozero · “Destino: Saudade”, part 1 (2024) ↗

Three coaches in white training kit and caps sitting on a training pitch in Abu Dhabi
July 1998 in Abu Dhabi, on the United Arab Emirates staff with Carlos Queiroz and Toni. From a newspaper clipping.Julho de 1998, em Abu Dhabi, na equipa técnica dos Emirados Árabes Unidos com Carlos Queiroz e Toni. Recorte de jornal.

03 MemoriesMemórias

“Is that Eusébio?”«Aquele é o Eusébio?»

A training session in the Emirates, the hero of a Sudanese father, and a message for young players.

Um treino nos Emirados, o ídolo de um pai sudanês e um recado para os jovens jogadores.

In the United Arab Emirates, José Costa was working with the Olympic team when Carlos Queiroz invited Eusébio to visit and help promote the game. In the squad was a young Emirati player, capped by the national side and the son of a Sudanese father, and he was at the centre of what happened next.

In the middle of a practice match the ball was played to him and he simply didn’t react. Instead of controlling it he stood staring at the far end, at the entrance to the dressing rooms, and turned to his coach: “Is that Eusébio?” José stopped the session.

Only later did the story come out. The boy had never seen Eusébio play, but his Sudanese father idolised him as Africa’s great hero and had passed that on so strongly that the son recognised him at once.

Training stopped and Eusébio was called to the middle of the pitch, where he spoke to the players in his simple English, but with real depth: “Create your dreams, chase your dreams, because I did, and in me you have the proof that it’s possible.” Everyone was spellbound.

Nos Emirados Árabes Unidos, José Costa trabalhava com a equipa olímpica quando Carlos Queiroz convidou Eusébio para uma visita de promoção do futebol. No grupo havia um jovem jogador dos Emirados, internacional pela seleção e filho de pai sudanês, e foi ele o protagonista do episódio.

A meio do treino, num jogo, a bola chegou-lhe aos pés e o jogador simplesmente não reagiu. Em vez de a dominar, ficou a olhar para o fundo do campo, para a entrada dos balneários, e virou-se para o treinador: «Aquele é o Eusébio?» José mandou parar o treino.

Só depois se percebeu a história. O rapaz nunca tinha visto Eusébio jogar, mas o pai, sudanês, tinha nele o grande ídolo africano e passou-lhe essa referência de tal forma que o filho o reconheceu à primeira.

O treino parou e Eusébio foi chamado ao meio-campo, onde falou aos jogadores num inglês simples mas de uma profundidade enorme: «Criem os vossos sonhos, persigam os vossos sonhos, porque eu fiz isso, e comigo vocês têm aqui um exemplo de que isso é possível.» Ficou toda a gente fascinada.

Witnesses, José recalls: Carlos Queiroz and Toni.Testemunhas, recorda José: Carlos Queiroz e Toni.

Based on a video interview. Quotes pending José’s review.Com base numa entrevista em vídeo. Citações a rever pelo José.

SourceFonte: zerozero · “Destino: Saudade”, part 2 (2024) ↗

Black and white match photo of Académica players in black shirts on a worn pitch, one of them kicking the ball
Académica, from the day of his debut for the club.Académica, no dia da sua estreia pelo clube.

04 Memories · AcadémicaMemórias · Académica

“We agreed nobody would leave”«Combinámos que ninguém ia sair»

What the Académica years meant to him, as he told the club’s official website when he came back to Coimbra in 2011.

O que significaram para ele os anos da Académica, contado ao site oficial do clube no regresso a Coimbra, em 2011.

In 2011, back in Coimbra, José Costa had no hesitation in calling Académica “the period that marked my life most”, “both as a citizen and as a sportsman”. They were years of emancipation, of finding himself, of independence and of influences, he stressed, the years in which he built his personality.

Of all his memories, he picked out the turbulent period of Académica and Académico, emotional times but not dramatic ones, because the story ended well. After relegation the squad met in the dressing room and made a decision: “We agreed nobody would leave.” The following year Académica were champions by a lot of points. “Those are emotions I will never forget,” he said.

It was also as an Académica player that he was first capped for Portugal. And he treasures one moment from a game against Benfica, when he had to go off for ten minutes: when he came back on, he heard the loudest applause of his whole career.

Em 2011, de regresso a Coimbra, José Costa não hesitou em apontar a Académica como «o período mais marcante» da sua vida, «quer como cidadão, quer como desportista». Foram anos de emancipação, de afirmação, de independência e de influências, sublinhou, anos em que construiu a personalidade.

Das muitas memórias, destacou o período conturbado da Académica e do Académico, com momentos emotivos mas não dramáticos, porque a história acabou bem. Após a descida de divisão, o plantel reuniu-se no balneário e tomou uma decisão: «Combinámos que ninguém ia sair.» No ano seguinte, a Académica foi campeã com muitos pontos de diferença. «Foram emoções que nunca esquecerei», garantiu.

Foi também ao serviço da Académica que chegou a internacional A. E guarda um episódio de um jogo frente ao Benfica, em que teve de sair durante dez minutos: quando voltou a entrar, sentiu os maiores aplausos de toda a carreira.

SourceFonte: Académica OAF, “Dar Voz ao Adepto” (2011, web archive) ↗

Black and white portrait of a young José Costa, with long hair and a moustache, in the black Académica shirt, with a crowd behind him
In the black shirt of Académica, 1970s.Com a camisola preta da Académica, anos 70.

05 MemoriesMemórias

Study or play? One year at a timeEstudar ou jogar? Um ano de cada vez

Engineering classes, the big clubs knocking at the door, and a summer in America.

As aulas de engenharia, os grandes à porta e um verão na América.

Going to Coimbra was a family tradition: his father and his brothers had all studied at the university there. From his second or third year, José Costa had an unusual arrangement with Académica, renewing for only one season at a time so he could keep studying and try to finish his degree in mechanical engineering.

Benfica, Sporting and FC Porto all came knocking, but his studies came first. One of his proudest moments of that time, he said, was the day, after two years in Coimbra, he told his parents: “You don’t need to send me money any more.” At 19 or 20, he admitted, it left him feeling “a bit proud”.

In the summer of 1977 FC Porto came back for him. Meanwhile Artur Jorge, then at the Rochester Lancers, advised the American club’s coach to sign him. “And that’s how it went,” he summed up.

A ida para Coimbra foi uma questão de tradição familiar: o pai e os irmãos tinham passado pela universidade da cidade. A partir do segundo ou terceiro ano, José Costa fechou com a Académica um acordo pouco habitual, renovando apenas por uma época de cada vez, para poder continuar a estudar e tentar acabar o curso de engenharia mecânica.

Benfica, Sporting e FC Porto bateram-lhe à porta, mas o estudo falou mais alto. Entre as maiores satisfações dessa fase, destacou o dia em que, ao fim de dois anos em Coimbra, disse aos pais: «Eu não preciso que me mandem dinheiro.» Com 19 ou 20 anos, admitiu, foi caso para ficar «um bocado de peito feito».

No verão de 1977, o FC Porto voltou à carga. Pelo meio, Artur Jorge, então no Rochester Lancers, aconselhou o treinador do clube norte-americano a contratá-lo. «E assim foi», resumiu.

The deal itself (three months in America to make up the difference and stay in Coimbra) is described in José’s own text, “Pelé’s promise”.O acordo em si (três meses na América para compensar a diferença e continuar em Coimbra) está contado no texto do próprio José, «A promessa de Pelé».

Based on a video interview. Quotes pending José’s review.Com base numa entrevista em vídeo. Citações a rever pelo José.

SourceFonte: zerozero · “Destino: Saudade”, part 1 (2024) ↗

Black and white photo of FC Porto players sitting on the grass at training
Pedroto’s FC Porto, taking a break at training.O FC Porto de Pedroto, numa pausa do treino.

06 Memories · The Pedroto schoolMemórias · A escola de Pedroto

“You’re worth more at 50%”«Tu vales mais a 50%»

What he learned from José Maria Pedroto, a coach ahead of his time.

O que aprendeu com José Maria Pedroto, um técnico à frente do seu tempo.

It was José Maria Pedroto who brought Costa from Coimbra. From Académica straight into the champions, and straight into the starting eleven, the winger admitted his confidence went through the roof: “My chest swelled so much the shirt nearly burst!”

Under Pedroto he always started, and he never forgot what he learned from the Mestre, a coach whose sharpness and way of reading the game and building teams were ahead of their time. One example, he explained, was Duda, a centre-forward at home and a holding midfielder away, a kind of game organisation that only became normal much later. Possession always had a purpose, a lesson he took from Pedroto, and from Coimbra too.

Pedroto liked to settle his team as early as possible, to the point of having Costa fetched from home when he had the flu. His reasoning stuck: “Listen, you’re worth more even at 50% than the other options I’ve got here.” A gesture that, Costa said, gave “a huge lift” to every one of the starters.

Foi José Maria Pedroto quem trouxe Costa de Coimbra. Da Académica para o campeão nacional, e logo com lugar no onze titular, o extremo confessou que a confiança disparou: «Deu-me um peito que a camisola rebentava!»

Com Pedroto foi sempre titular, e nunca esqueceu o que aprendeu com o Mestre, um treinador com uma sagacidade e uma forma de analisar e montar as equipas que estava avançada no tempo. Exemplo disso, explicou, era Duda, ponta de lança em casa e trinco fora, numa organização de jogo que só mais tarde se banalizou. A posse de bola tinha sempre um objetivo, uma lição que levou de Pedroto, mas também de Coimbra.

Pedroto era apologista de estabilizar a equipa o mais cedo possível, ao ponto de mandar buscar Costa a casa quando este estava com gripe. A justificação ficou-lhe na memória: «Pá, tu vales mais, mesmo a 50%, do que outras hipóteses que eu tenho aqui.» Um gesto que, garantiu, dava «uma moral enorme» a cada um dos titulares.

Based on a video interview. Quotes pending José’s review.Com base numa entrevista em vídeo. Citações a rever pelo José.

SourceFonte: zerozero · “Destino: Saudade”, part 1 (2024) ↗

José Alberto Barroso Machado e Costa in the blue-and-white FC Porto shirt with the Revigrés sponsor, 1980s
FC Porto portrait in the Revigrés-sponsored shirt, 1980s.Retrato de azul e branco, com a camisola patrocinada pela Revigrés, anos 80.

07 Memories · Cup Winners’ Cup finalMemórias · Final da Taça das Taças

Basel: holding back Zé BetoBasileia: segurar o Zé Beto

FC Porto’s first European final, against a Juventus side full of world champions.

A primeira final europeia do FC Porto, frente a uma Juventus recheada de campeões do mundo.

Costa had nothing but praise for António Morais, the assistant who took over when illness forced Pedroto out: he kept everything going and the team playing well, to the point of taking FC Porto to the Cup Winners’ Cup final in Basel, a run nobody expected at the time.

Facing them was a Juventus side with a whole string of world champions (Platini, Paolo Rossi, Tardelli, Gentile, Cabrini…), and Porto matched them blow for blow. The former winger spoke of “a strong tendency, I won’t say to hurt us, but to favour the Italians”, so much so that Zé Beto lost his head and it was Costa and Rodolfo who held him back. “Holding Zé Beto was like holding a wild animal!” he said.

Despite the 2 to 1 defeat, they came away feeling the win had been well within reach, and that, he concluded, made the whole group more confident.

Costa não poupou elogios a António Morais, o adjunto que pegou na equipa quando a doença afastou Pedroto: manteve tudo a funcionar e o rendimento em alta, ao ponto de levar o FC Porto à final da Taça das Taças, em Basileia, num percurso com que, na altura, ninguém estaria a contar.

Do outro lado estava uma Juventus com uma série de campeões do mundo (Platini, Paolo Rossi, Tardelli, Gentile, Cabrini…), e os dragões bateram-se de igual para igual. O antigo extremo falou de «uma tendência forte, não direi para nos prejudicar, mas para beneficiar os italianos», de tal forma que Zé Beto perdeu a cabeça e foram Costa e Rodolfo a agarrá-lo. «O Zé Beto era um bicho autêntico para segurar!», atirou.

Apesar da derrota por 2 a 1, ficou a sensação de que a vitória esteve perfeitamente ao alcance, e isso, concluiu, aumentou a confiança de todo o grupo.

Costa was coming back from injury and started on the bench. Back home, Pedroto told António Morais he should have brought him on sooner.Costa estava a recuperar de lesão e começou no banco. Já em Portugal, Pedroto disse a António Morais que o devia ter lançado mais cedo.

Based on a video interview. Quotes pending José’s review.Com base numa entrevista em vídeo. Citações a rever pelo José.

SourceFonte: zerozero · “Destino: Saudade”, part 1 (2024) ↗ · Glórias do Passado (2007) ↗

Vitória Sport Clube team photo in white shirts, with the club name printed along the bottom
Vitória Sport Clube team photo, 1985/86, his season in Guimarães.Fotografia de equipa do Vitória Sport Clube, 1985/86, a época de Costa em Guimarães.

08 Vitória SCVitória SC

Silencing the critics in GuimarãesCalar as críticas em Guimarães

Written off as “too old” at nearly 32, he answered with one of the best seasons Vitória ever had.

Diziam que estava «velho», com quase 32 anos. Respondeu com uma das grandes épocas da história do Vitória.

For 1985/86 Vitória de Guimarães hired António Morais, José Maria Pedroto’s loyal assistant, as head coach, and Morais knew exactly what Costa could do. The Vitória fans were not so sure. They gave president Pimenta Machado a hard time for signing a player they thought was past it, and pointed to how little he had played in his last years at Porto.

Costa set out to silence the critics on the pitch. He had an excellent season in a team that made history: Vitória didn’t lose a single league game at home, and in Guimarães they beat all three of the big clubs: Benfica and the eventual champions, his old club FC Porto, both 2 to 1, and Sporting 4 to 3, a game in which Costa got on the scoresheet himself, on 24 November 1985.

Up front he formed a formidable trio with Paulinho Cascavel and Roldão, and the Brazilian striker fed off the winger’s passes time and again. Cascavel finished as the league’s second highest scorer, many of those goals made by Costa. The winger was the third most used player in Morais’s squad, and fourth place opened the door to the UEFA Cup for Vitória.

Para 1985/86, o Vitória de Guimarães apostou em António Morais para o banco, fiel adjunto de José Maria Pedroto, que sabia bem o que Costa valia. Em Guimarães, porém, os sócios torceram o nariz à contratação e caíram em cima do presidente Pimenta Machado. Achavam que o extremo já estava a ficar velho e lembravam os poucos minutos dos últimos anos no FC Porto.

Costa tratou de calar os críticos dentro de campo. Assinou uma época excelente, numa equipa que fez história: o Vitória não perdeu um único jogo em casa no campeonato e, em Guimarães, venceu os três grandes. Bateu o Benfica e o futuro campeão, o seu antigo FC Porto, ambos por 2 a 1, e o Sporting por 4 a 3, num jogo em que o próprio Costa marcou, a 24 de novembro de 1985.

Na frente, formou com Paulinho Cascavel e Roldão um trio de respeito, e o avançado brasileiro aproveitou vezes sem conta os passes do extremo. Cascavel acabou como segundo melhor marcador do campeonato, muitos desses golos com assinatura de Costa. O extremo foi o terceiro jogador mais utilizado por António Morais, e o 4.º lugar abriu ao Vitória as portas da Taça UEFA.

SourceFonte: Glórias do Passado (2007) ↗ · Estrelas do FCP (2009) ↗

José Costa as a coach on the touchline, pointing, in a light blue shirt
On the touchline, by then a coach.Junto à linha lateral, já como treinador.

09 Memories · Coaching abroadMemórias · Treinar lá fora

A picnic on a roundaboutUm piquenique numa rotunda

In charge of Sanat Naft, and how warmly the Iranians looked after him.

Ao comando do Sanat Naft, e a hospitalidade dos iranianos.

From Iran, where he coached Sanat Naft, José Costa above all remembers how he was received: “When it came to the people and the human contact, it was fantastic.”

One episode sums up that hospitality. One day they were invited out for a drive and at some point stopped in another town, by a roundabout with grass on it (a rare thing in that heat), kept green by sprinklers. There was a restaurant next to it. Their hosts asked them to wait and sit down, went to the restaurant and set up a little table with a picnic cloth in the middle of the grass, right there on the roundabout.

For Iranians, he explained, grass is a lovely place to be and not something you see often, and sharing food is a gesture of brotherhood. “We hadn’t had a picnic like that since we were 18!” he joked.

Do Irão, onde orientou o Sanat Naft, José Costa guarda sobretudo a forma como foi recebido: «Em termos de população e de contacto, foi fantástico.»

Um episódio resume essa hospitalidade. Certo dia, foram convidados para dar uma volta e, às tantas, pararam noutra cidade, junto a uma rotunda com relva (coisa rara, por causa do calor), mantida verdinha por um sistema de rega. Ao lado havia um restaurante. Quem os convidou pediu-lhes que esperassem e se sentassem, foi ao restaurante e montou uma mesinha com uma toalha de piquenique no meio da relva, ali mesmo, na rotunda.

Para os iranianos, explicou, a relva é um sítio agradável e pouco frequente, e a comida e o convívio são um gesto de fraternidade. «Já não fazíamos um piquenique desses desde os 18 anos!», atirou.

Based on a video interview. Quotes pending José’s review.Com base numa entrevista em vídeo. Citações a rever pelo José.

SourceFonte: zerozero · “Destino: Saudade”, part 2 (2024) ↗

Black and white photo of a young team in striped shirts, seven standing and five crouching
An early team photo from his youth.Uma fotografia de equipa dos tempos de juventude.

10 Memories · Where it beganMemórias · Onde tudo começou

Professor Carvalhais and the boy who wanted it allO professor Carvalhais e o rapaz que queria tudo

Born in Porto, with roots in Trás-os-Montes. A PE teacher who paid attention, and the dirt pitches of the old third division.

Nascido no Porto, com raízes transmontanas. Um professor de ginástica atento e os pelados da antiga terceira divisão.

He was born in Porto, but his roots are in Trás-os-Montes: his father came from Vila Real and his mother from Valpaços, “Trás-os-Montes born and bred”, as he made a point of stressing. He was born in Porto because his father, a magistrate, was working in the city at the time and had to move to a new district every so often.

At the Liceu de Vila Real, the after school activities on Wednesday and Saturday afternoons covered every sport except football. That is where the PE teacher, Professor Carvalhais, noticed that this pupil wanted to try anything that involved moving. He always encouraged him and kept mentioning him to his friends at Sport Clube de Vila Real, who in the end invited him to join.

He started in the youth team, moved up to the juniors and then reached the seniors, in the old third division. Young and very quick, he learned the hard way how to get round the obstacles on small dirt pitches with the ball bouncing everywhere, where opponents would shove him into the crowd. “It was rough, but it was very good for my development,” he insisted.

Nasceu no Porto, mas as raízes estão em Trás-os-Montes: o pai era de Vila Real e a mãe de Valpaços, «transmontanos puros», como fez questão de sublinhar. O nascimento no Porto explica-se pela profissão do pai, magistrado, que estava então a trabalhar na cidade e tinha de mudar de comarca de vez em quando.

No Liceu de Vila Real, as atividades circum-escolares, às quartas e aos sábados à tarde, permitiam praticar tudo menos futebol. Foi aí que o professor de ginástica, o professor Carvalhais, percebeu que aquele aluno queria experimentar tudo o que fosse movimento. Incentivou-o sempre e foi passando a palavra aos amigos do Sport Clube de Vila Real, que acabaram por convidá-lo.

Começou nos juvenis, passou aos juniores e chegou aos seniores, na antiga terceira divisão. Novo e muito rápido, aprendeu à sua custa a contornar as dificuldades em campos pequenos e pelados, com a bola aos saltos, onde os adversários o atiravam contra o público. «Foi mau, mas foi muito bom para o meu desenvolvimento», garantiu.

Based on a video interview. Quotes pending José’s review.Com base numa entrevista em vídeo. Citações a rever pelo José.

SourceFonte: zerozero · “Destino: Saudade”, part 1 (2024) ↗ · Estrelas do FCP (2009) ↗

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02 · AboutSobre

From the left wing to the bench.Da ponta esquerda ao banco.

José Costa seated next to a young Cristiano Ronaldo, who wears a Portugal training top
Seated beside a young Cristiano Ronaldo in a Portugal training top.Sentado ao lado de um jovem Cristiano Ronaldo, com uma camisola de treino da Seleção.
José Alberto Barroso Machado e Costa today, in a dark jacket, beside the Liga NOS champions trophy at the Estádio do Dragão
Today: beside the Liga NOS champions trophy at the Estádio do Dragão.Hoje: ao lado do troféu de campeão da Liga NOS, no Estádio do Dragão.

“Everyone who passes through Coimbra, and above all through Académica, never forgets it.”«Todos os que passam em Coimbra, e em muito especial pela Académica, nunca a esquecem…»

José Costa to Académica’s website, 2011José Costa ao site da Académica, 2011

José Alberto Barroso Machado e Costa was born in Porto, but his roots are in Trás-os-Montes: his father came from Vila Real, his mother from Valpaços, and Vila Real is where he started playing football. At the Liceu de Vila Real he tried a bit of everything, fast on the track and strong at handball, and that fitness stayed with him for his whole career. It made him an old-fashioned left winger. The kind who never stopped running.

José Alberto Barroso Machado e Costa nasceu no Porto, mas as raízes são transmontanas: o pai era de Vila Real, a mãe de Valpaços, e foi em Vila Real que começou a jogar futebol. No Liceu de Vila Real experimentava de tudo, rápido no atletismo e forte no andebol, e essa base física acompanhou-o a carreira inteira. Fez dele um extremo-esquerdo à moda antiga. Daqueles que nunca paravam de correr.

In the summer of 1971 he swapped Vila Real for Coimbra, to study at the University and play for Académica. After seven seasons there he signed for FC Porto in 1978, and his blue and white years are the ones fans remember best. Then came a season at Vitória de Guimarães and another at Marítimo, where he finished his playing career.

No verão de 1971 trocou Vila Real por Coimbra, para estudar na Universidade e jogar na Académica. Após sete épocas na Académica, assinou pelo FC Porto em 1978, e são os anos de azul e branco que os adeptos mais recordam. Seguiram-se uma época no Vitória de Guimarães e outra no Marítimo, onde terminou a carreira de jogador.

In Coimbra he never let football and engineering drift apart. That analytical eye went with him into his second career, more than twenty years on the bench, in Portugal and abroad.

Em Coimbra nunca separou o futebol da engenharia. Esse olhar analítico acompanhou-o na segunda carreira, mais de vinte anos no banco, em Portugal e no estrangeiro.

Full nameNome completo
José Alberto Barroso Machado e CostaJosé Alberto Barroso Machado e Costa
BornNascimento
31 October 1953, Porto31 de outubro de 1953, Porto
RootsRaízes
Trás-os-Montes (family from Vila Real and Valpaços)Trás-os-Montes (família de Vila Real e Valpaços)
PositionPosição
Left winger (left-footed)Extremo-esquerdo (esquerdino)
HeightAltura
1.73 m1,73 m
EducationFormação
Mechanical engineering degree, University of CoimbraLicenciatura em Engenharia Mecânica, Universidade de Coimbra

03 · Playing careerCarreira de jogador

From Vila Real to the Antas.De Vila Real às Antas.

Black-and-white photo of a young José Costa, with long hair and a moustache, in a dark Académica shirt

1971 to 19781971 a 1978

Académica de Coimbra

Debut club · 136 league apps · 15 goalsClube de estreia · 136 jogos no campeonato · 15 golos

He made his top flight debut while still a junior and played 12 first team games in a season that ended in relegation. The next year he played 18 games and scored twice, and Académica went back up at the first attempt. In 1977/78 he reached ten goals, the best tally of his career, and from there he moved on to FC Porto. In all competitions he played about 159 games for Académica.

Estreou-se na primeira divisão ainda júnior e somou 12 jogos pela equipa principal numa época que terminou com a descida. Na seguinte fez 18 jogos e dois golos, e a Académica subiu à primeira tentativa. Em 1977/78 chegou aos dez golos, o melhor registo da carreira, e daí seguiu para o FC Porto. Em todas as competições, foram cerca de 159 jogos pela Académica.

Read: “We agreed nobody would leave” →Ler: «Combinámos que ninguém ia sair» →

19771977

Rochester Lancers (NASL)

Summer loan · 8 apps · 1 goalEmpréstimo de verão · 8 jogos · 1 golo

A summer in the North American Soccer League, with Académica’s agreement. That is where he came up against Pelé.

Um verão na North American Soccer League, com o acordo da Académica. Foi aí que defrontou Pelé.

Read: Pelé’s promise →Ler: A promessa de Pelé →
José Costa holding the Campeonato Nacional trophy, wearing a “Bi Campeão Nacional 1978-1979” sash, next to Fernando Gomes. Both are in the FC Porto kit
With the Campeonato Nacional trophy and the “Bi Campeão Nacional 1978-1979” sash, beside Fernando Gomes.Com o troféu do Campeonato Nacional e a faixa «Bi Campeão Nacional 1978-1979», ao lado de Fernando Gomes.

1978 to 19851978 a 1985

FC Porto

145 league apps · 22 goals · 6 major titles145 jogos no campeonato · 22 golos · 6 títulos importantes

A left winger in unusually good physical shape, he took over the place left by Ademir and Octávio and, with Fernando Gomes and António Oliveira, formed a front three that opposing defences feared. A key man in the years FC Porto piled up trophies.

Extremo-esquerdo de condição física invulgar, herdou o lugar deixado por Ademir e Octávio e formou com Fernando Gomes e António Oliveira um trio de ataque temido pelas defesas contrárias. Peça decisiva nos anos em que os dragões somaram títulos.

  • Champion in his very first season, 1978/79, with 24 league games
  • His most prolific season was 1980/81: 13 goals in all competitions, with more freedom on the pitch and the Austrian Hermann Stessl on the bench
  • In the Verão Quente (hot summer) of 1980 he was among the fifteen players who stayed loyal to Pedroto and Pinto da Costa. Read the story →
  • Came off the bench in the first European final in FC Porto’s history, in Basel in 1984. Read the story →
  • Once Vermelhinho and Paulo Futre, then 17, came through, he was limited to five games in 1984/85. Even so he remained one of the leaders in the dressing room until the day he left
  • Campeão logo na época de estreia, 1978/79, com 24 jogos no campeonato
  • A época mais goleadora foi a de 1980/81: 13 golos em todas as competições, com mais liberdade em campo e o austríaco Hermann Stessl no banco
  • No Verão Quente de 1980 esteve entre os quinze jogadores que se mantiveram fiéis a Pedroto e a Pinto da Costa. Ler a história →
  • Saltou do banco na primeira final europeia da história do FC Porto, em Basileia, em 1984. Ler a história →
  • Com o aparecimento de Vermelhinho e de Paulo Futre, então com 17 anos, ficou pelos cinco jogos em 1984/85. Nem por isso deixou de ser um dos líderes do balneário até sair

In all competitions: 199 games · 32 goals · coached by Pedroto, Stessl and Artur Jorge

Em todas as competições: 199 jogos · 32 golos · treinado por Pedroto, Stessl e Artur Jorge

Vintage FC Porto card: José Costa full-length in the blue-and-white striped kit, with the Porto crest Vintage card: José Costa full-length in the FC Porto kit, labelled “Costa 24 Porto”

Old cards from his blue and white yearsCromos antigos dos anos de azul e branco

1986/871986/87

C.S. Marítimo

9 apps · 0 goals9 jogos · 0 golos

A last season in Funchal, cut short by a foot injury. He hung up his boots in June 1987, at 33.

A última época, no Funchal, ficou encurtada por uma lesão no pé. Terminou a carreira em junho de 1987, aos 33 anos.

The figures for each club are league games and goals (English Wikipedia infobox). The Académica number includes the promotion season in the second division. TBD: the Portuguese text says the goal against Sporting was his only one in 1985/86, but the infobox gives him 2 goals for Vitória. To be confirmed.

Os números de cada clube são jogos e golos no campeonato (infobox da Wikipédia em inglês). O valor da Académica inclui a época da subida, na segunda divisão. A definir: o texto em português diz que o golo ao Sporting foi o único em 1985/86, mas a infobox dá-lhe 2 golos no Vitória. Falta confirmar.

National team · 1978 to 1983Seleção Nacional · 1978 a 1983

Portugal

24capsinternacionalizações
1goalgolo

He played in the qualifiers for Euro 1980, the 1982 World Cup and Euro 1984, but never at a major tournament.

Disputou as qualificações para o Euro 1980, o Mundial de 1982 e o Euro 1984, mas nunca chegou a uma fase final.

José Costa in the red shirt of the Portugal national team
In the red shirt of Portugal.Com a camisola vermelha de Portugal.
  1. 8 March 19788 de março de 1978Debut · France 2, Portugal 0 (Paris)Estreia · França 2, Portugal 0 (Paris)A friendly at the Parc des Princes, with Juca in charge of Portugal.Jogo particular no Parque dos Príncipes, com Juca como selecionador.
  2. 20 September 197820 de setembro de 1978Only international goal · Portugal 1, USA 0Único golo pela Seleção · Portugal 1, EUA 0He scored the winner at the Estádio do Bonfim in Setúbal. It was his second cap, and by then he was a Porto player.Marcou o golo da vitória no Estádio do Bonfim, em Setúbal, na segunda internacionalização, já como jogador do FC Porto.
  3. 28 October 198328 de outubro de 1983Last cap · Poland 0, Portugal 1Última internacionalização · Polónia 0, Portugal 1An away win in Wrocław, in qualifying for Euro 1984.Vitória em Wrocław, a contar para a qualificação do Euro 1984.

04 · CoachingTreinador

On the bench, on three continents.No banco, em três continentes.

He went into coaching as soon as he stopped playing. He was a head coach, an assistant, a technical director and a scout, and for much of that time he was Carlos Queiroz’s right-hand man.

Logo após terminar a carreira de jogador, passou para o banco. Foi treinador principal, adjunto, diretor técnico e observador e, durante boa parte desse percurso, o braço direito de Carlos Queiroz.

José Costa as a coach on the touchline, pointing, in a light blue shirt
On the touchline, by then a coach.Junto à linha lateral, já como treinador.
José Costa in a suit in the dressing room with Cristiano Ronaldo and Carlos Queiroz
In the dressing room with Cristiano Ronaldo and Carlos Queiroz, during the Portugal national team years, 2008 to 2010.No balneário com Cristiano Ronaldo e Carlos Queiroz, no tempo da Seleção Nacional, de 2008 a 2010.
  1. 1988/89
    AssistantAdjunto

    PortugalPortugal

    Assistant to Juca, the national coach.

    Adjunto do selecionador Juca.

  2. 1989/90
    Head coachTreinador principal

    Académica de CoimbraAcadémica de Coimbra

    His first job as head coach, back at Académica, then in the second division. He stayed one season.

    Primeira experiência como treinador principal, no regresso à Académica, então na segunda divisão. Ficou uma época.

  3. 1991/92
    AssistantAdjunto Youth teamsSeleções jovens

    Portugal & Portugal U21Portugal e Portugal Sub-21

    In charge of the national youth teams, the U21s included, and assistant to the new national coach, Carlos Queiroz.

    Responsável pelas seleções jovens, Sub-21 incluídos, e adjunto do novo selecionador nacional, Carlos Queiroz.

  4. 1993 to 19951993 a 1995
    AssistantAdjunto

    Sporting CPSporting CP

    Assistant to Carlos Queiroz.

    Adjunto de Carlos Queiroz.

  5. 1996/97
    AssistantAdjunto Head coachTreinador principal

    Nagoya Grampus Eight (Japan)Nagoya Grampus Eight (Japão)

    Assistant to Carlos Queiroz. In 1996 he also ran the team for three matches as head coach, and won all three.

    Adjunto de Carlos Queiroz. Em 1996 orientou ainda a equipa em três jogos como treinador principal, com três vitórias.

  6. 1998/99
    AssistantAdjunto

    United Arab EmiratesEmirados Árabes Unidos

    On Carlos Queiroz’s national team staff, working with the Olympic team. This was the year Eusébio came to visit.

    Integrou a equipa técnica de Carlos Queiroz na seleção, a trabalhar com a equipa olímpica. Foi o ano em que Eusébio apareceu de visita.

  7. 1999 to 20011999 a 2001
    Head coachTreinador principal

    F.C. FamalicãoF.C. Famalicão

    Second tier. The first of four head coach jobs in a row in Portugal.

    Segundo escalão. Primeiro de quatro cargos consecutivos como treinador principal em Portugal.

  8. 2001
    Head coachTreinador principal

    F.C. VizelaF.C. Vizela

    Third tier.

    Terceiro escalão.

  9. 2001 to 20032001 a 2003
    Head coachTreinador principal

    Varzim SCVarzim SC

    Took charge in December 2001, with the Primeira Liga season already under way, and kept the team up.

    Chegou em dezembro de 2001, com a Primeira Liga já em andamento, e garantiu a manutenção.

  10. 2003
    Head coachTreinador principal

    G.D. ChavesG.D. Chaves

    Second tier.

    Segundo escalão.

  11. 2005
    Technical directorDiretor técnico

    USA Seventeen Soccer AcademyUSA Seventeen Soccer Academy

    Technical director in Santa Clara, California, in charge of the academy’s age groups.

    Diretor técnico em Santa Clara, na Califórnia, com a supervisão dos vários escalões da academia.

  12. From July 2008A partir de julho de 2008
    ScoutingObservação AssistantAdjunto

    Portugal national teamSeleção Nacional

    Back with Queiroz, this time in the scouting department, alongside Oceano da Cruz and Julian Ward, up to the 2010 World Cup. That included about 15 days in Switzerland watching Sven-Göran Eriksson’s Ivory Coast.

    Reencontrou Queiroz, desta vez no departamento de observação, ao lado de Oceano da Cruz e Julian Ward, até ao Mundial de 2010. Pelo meio, passou cerca de 15 dias na Suíça a observar a Costa do Marfim de Sven-Göran Eriksson.

  13. From Dec 2010A partir de dezembro de 2010
    AssistantAdjunto

    Académica de CoimbraAcadémica de Coimbra

    Back in Coimbra as assistant to José Guilherme.

    De regresso a Coimbra, como adjunto de José Guilherme.

  14. 2011/12
    Head coachTreinador principal

    Sanat Naft Abadan (Iran)Sanat Naft Abadan (Irão)

    Appointed in November 2011 in the Iran Pro League, replacing Gholam Hossein Peyrovani. With results going well, his contract was extended by a year in May 2012, and he left at the end of that year.

    Nomeado em novembro de 2011 para o lugar de Gholam Hossein Peyrovani, na Iran Pro League. Com bons resultados, viu o contrato prolongado por um ano em maio de 2012 e saiu no final desse ano.

  15. 2013/14
    Head coachTreinador principal

    S.C. Braga BS.C. Braga B

    Head coach of Braga’s B team.

    Treinador principal da equipa B do Braga.

05 · Honours & statsTítulos e números

The numbers.Os números.

301Primeira Liga gamesJogos na Primeira Liga
37Primeira Liga goalsGolos na Primeira Liga
16Professional seasonsÉpocas como profissional
6Major titles with PortoTítulos importantes no Porto
24Portugal capsInternacionalizações A
1European final (1984)Final europeia (1984)

HonoursPalmarés

CompetitionCompetiçãoSeason(s)Época(s)TeamEquipa
Primeira LigaPrimeira Liga1978/79, 1984/85FC PortoFC Porto
Taça de PortugalTaça de Portugal1983/84FC PortoFC Porto
Supertaça Cândido de OliveiraSupertaça Cândido de Oliveira1981, 1983, 1984FC PortoFC Porto
Porto FA Cup (regional) ×2Taça da AF Porto (regional) ×2Not givenNão indicadaFC PortoFC Porto
UEFA Cup Winners’ Cup (runner-up)Taça dos Vencedores das Taças (finalista)1983/84FC PortoFC Porto
Portuguese Footballer of the Year (CNID)Futebolista Português do Ano (CNID)1979IndividualIndividual
1979

CNID Footballer of the Year in 1979. It is the Portuguese sports press’s award, and the year before it had gone to his Porto teammate António Oliveira.

Futebolista do Ano do CNID em 1979. É o galardão da imprensa desportiva portuguesa, que no ano anterior tinha distinguido o colega de equipa António Oliveira.

Magazine spread headlined “Costa: Futebolista do Ano na votação dos melhores em cada lugar” Cover of the magazine Ídolos: “Costa (F.C. Porto)”

In the press: “Costa: Futebolista do Ano” (1979) and the cover of Ídolos. Click either one to see it bigger.

Na imprensa: «Costa: Futebolista do Ano» (1979) e a capa da Ídolos. Clique para ampliar.

Career statisticsEstatísticas da carreira

YearsAnosClubClubeAppsJogosGoalsGolos
1971 to 19781971 a 1978Académica13615
19771977Rochester Lancers (loan)Rochester Lancers (empréstimo)81
1978 to 19851978 a 1985FC Porto14522
1985/861985/86Vitória SC (Guimarães)292
1986/871986/87C.S. Marítimo90
Total (league)Total (campeonato)32740
1978 to 19831978 a 1983Portugal241

League totals include Académica’s promotion season in the second division and the NASL loan. Sources: honours and totals from Portuguese Wikipedia; club figures from English Wikipedia; Porto FA Cups and all competition figures from Estrelas do FCP; the CNID award from the CNID winners’ list (Wikipedia) and O Blog do David (2025).

Os totais incluem a época da subida da Académica, na segunda divisão, e o empréstimo na NASL. Fontes: palmarés e totais da Wikipédia em português; números por clube da Wikipédia em inglês; Taças da AF Porto e números em todas as competições do Estrelas do FCP; prémio CNID da lista de vencedores (Wikipédia) e d’O Blog do David (2025).

“Hugely important in Porto’s growth into a great European club and in ending the trophy drought.”«Importantíssimo no crescimento do F.C. Porto como grande clube europeu e no fim da seca de títulos.»

“He had a beautiful left foot, and he was a real ‘Porto style’ player, full of fight.”«Possuidor de um belíssimo pé esquerdo e um jogador “à Porto”, de raça.»

Readers’ comments, Estrelas do FCPComentários de leitores, Estrelas do FCP

07 · ContactContacto

Let’s talk.Vamos conversar.

For interviews, talks, or questions about the archive and memorabilia.

Para entrevistas, palestras ou pedidos sobre o arquivo e recordações.

EmailEmail
TBD
PhoneTelefone
TBD
RepresentationRepresentação
TBD
SocialRedes sociais
TBD
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08 · MessagesMensagens

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Soon, fans and friends will be able to leave a message for José Costa here.

Em breve, adeptos e amigos vão poder deixar aqui uma mensagem para José Costa.

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