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Porto, Portugal · b. 31 October 1953Porto, Portugal · n. 31 de outubro de 1953

José Alberto Barroso Machado eCosta

FC Porto legend · Portugal international · CoachLenda do FC Porto · Internacional português · Treinador

A left-footed winger from Trás-os-Montes who studied engineering while starring for Académica, became a two-time champion and 1979 Footballer of the Year at FC Porto — and then spent a quarter of a century teaching the game on three continents.

Um esquerdino transmontano que estudou engenharia enquanto brilhava na Académica, foi bicampeão nacional e Futebolista do Ano de 1979 no FC Porto — e depois passou um quarto de século a ensinar futebol em três continentes.

José Alberto Barroso Machado e Costa in the blue-and-white FC Porto shirt with the Revigrés sponsor, 1980s
1979Portuguese Footballer of the YearFutebolista Português do Ano
2×National champion with FC PortoCampeão nacional pelo FC Porto
1979Portuguese Footballer of the YearFutebolista Português do Ano
24Caps for PortugalInternacionalizações A
199Games for FC PortoJogos pelo FC Porto

01 — Stories · In his own wordsHistórias · Nas suas palavras

It starts with a promise from Pelé.Tudo começa com uma promessa de Pelé.

Ten stories from a life in football — the first, and most important, written by José himself — each followed by the history behind it. Use the arrows to read on.

Dez histórias de uma vida no futebol — a primeira, e a mais importante, escrita pelo próprio José —, cada uma acompanhada da história que lhe dá contexto. Use as setas para continuar.

StoryHistória 1/10
1977: José Costa, in a white Rochester Lancers shirt with “Costa 8” on the back, greets Pelé, who wears the green Cosmos shirt
1977 · Rochester Lancers v Cosmos: José Costa (No. 8) greets Pelé.1977 · Rochester Lancers x Cosmos: José Costa (n.º 8) cumprimenta Pelé.
1977 · Rochester, USA1977 · Rochester, EUA

01 The main story · In his own wordsA história principal · Nas suas palavras

Pelé’s promiseA promessa de Pelé

A story that shows his greatness.

Uma história que demonstra a sua grandeza.

It was 1977. At the time, the NASL (North American Soccer League), which gave rise to today’s MLS (Major League Soccer), was going through a period of euphoria, and the Cosmos were its ultimate expression. Back then, several world-class players were playing in it, such as Beckenbauer, Carlos Alberto, Chinaglia and Pelé, among many others spread across the various NASL teams.

I was playing for Associação Académica de Coimbra, and the arrangement I agreed with its directors, so that I could hold out for one more year against the advances of the big Portuguese clubs, was that I could go and play in the USA for three months with the Rochester Lancers. That way I could make up the difference compared with what I was being offered, and stay on in Coimbra a while longer.

Cosmos games were always special, above all for football enthusiasts. At the end of them, the fans’ priority was to invade the pitch, hug their idols and ask them for their shirts as souvenirs.

Before the Rochester Lancers v Cosmos game there was the usual exchange of greetings between the players and with the referees. I was at the start of my career, and I went up to Pelé and told him, among other things, that I admired him and would like to swap shirts with him at the end of the game. Guessing what was going to happen, he told me it would be difficult, but he promised me that, if it was possible, he would.

…the humility and respect we show towards others are the kind of behaviour that can stay in their memory forever…

— José Costa

The game began and I didn’t give my request another thought. The final whistle blew and suddenly I was taken by surprise by a massive, peaceful invasion of the pitch by the crowd all around (my teammates included), who began to close in, above all, on two of the Cosmos stars, Beckenbauer and Pelé. To my amazement, I looked over and saw Pelé waving his arms about, trying to break free from everyone who was surrounding him and grabbing at him. My amazement grew when I realised that he was heading towards me, shouting at people, telling them that he had promised me his shirt and to let him through. Of course I was overjoyed, not only to have the chance to swap shirts with the man who was, at the time, the greatest reference in world football, but also because of the consideration he showed towards a young Portuguese player at the start of his career, his head full of dreams, and because of the happy circumstance of witnessing his character.

The gesture was everything, and it showed that, however important or famous we may be, there are always moments in our lives, often undervalued by us, when the humility and respect we show towards others are the kind of behaviour that can stay in their memory forever... That was the case for me.

Here is the photo that proves what I have described, and the shirt in question is one of the few that I religiously keep in my display cabinet.

Estávamos em 1977. Na altura a NASL (North American Soccer League) que deu origem à actual MLS (Major League Soccer) passava por uma fase de euforia da qual a equipa do Cosmos era o expoente máximo. À época, nela jogavam vários jogadores de craveira mundial como Beckenbauer, Carlos Alberto, Chinaglia, Pelé, entre muitos outros espalhados pelas várias equipas da NASL.

Eu representava a Associação Académica de Coimbra e, a forma combinada com os seus dirigentes para resistir, mais um ano, ao assédio dos clubes grandes portugueses, foi poder ir jogar para os EUA durante 3 meses pelo Rochester Lancers e assim compensar a diferença para o que me era oferecido e continuar mais uns tempos por Coimbra.

Os jogos do Cosmos eram sempre especiais principalmente para os entusiásticos do futebol. No fim dos mesmos a preocupação dos adeptos era invadirem o terreno de jogo, abraçarem os seus ídolos e pedirem-lhes as camisolas para recordação.

Antes do Rochester Lancers x Cosmos ouve a troca normal de cumprimentos entre os jogadores e com equipa de arbitragem. Eu, que estava no início da minha carreira, fui ter com Pelé e disse-lhe, entre outras coisas, que o admirava e gostaria de trocar de camisola com ele no final do jogo. Ele, adivinhando o que se iria passar, disse-me que era difícil mas prometeu-me que, se fosse possível, o faria.

…a humildade e respeito demonstrados para com os outros são comportamentos que lhes podem ficar na memória para sempre…

— José Costa

O jogo começou e nunca mais me lembrei do pedido feito. Chegou o apito final e de repente sou surpreendido pela invasão pacífica e massiva do terreno de jogo por uma multidão circundante (meus colegas de equipa incluídos) que começava a rodear principalmente duas das figuras do Cosmos, Beckenbauer e Pelé. Para meu espanto, olho e reparo que Pelé bracejava e tentava libertar-se de toda a gente que o rodeava e o agarrava. O meu espanto aumentou quando percebo que ele se estava a dirigir para mim e a gritar com as pessoas dizendo-lhes que me tinha prometido a sua camisola e que o deixassem passar. Claro que fiquei todo feliz não só por ter a oportunidade de trocar de camisola com quem, na altura, era a maior referência mundial mas também pela consideração demonstrada para com um jovem jogador português, em início de careira, cheio de sonhos na cabeça e pela feliz circunstância de testemunhar o seu carácter.

O gesto foi tudo e revelador de que, por mais importantes ou mediáticos que sejamos, há sempre momentos nas nossas vidas, muitas vezes desvalorizados por nós, em que a humildade e respeito demonstrados para com os outros são comportamentos que lhes podem ficar na memória para sempre...Foi o meu caso.

A foto a comprovar o relatado aqui está e a camisola em questão faz parte das poucas que religiosamente conservo na minha vitrine.

Translated from José Costa’s original Portuguese.Texto original de José Costa.

José Costa holding the Campeonato Nacional trophy, wearing a “Bi Campeão Nacional 1978-1979” sash, next to a teammate; both in the FC Porto kit
With the Campeonato Nacional trophy and the “Bi Campeão Nacional 1978-1979” sash, beside a teammate.Com o troféu do Campeonato Nacional e a faixa “Bi Campeão Nacional 1978-1979”, ao lado de um colega de equipa.
1978 · Estádio das Antas, Porto1978 · Estádio das Antas, Porto

02 In his own wordsNas suas palavras

The goal that ended Benfica’s unbeaten runO golo que acabou com a invencibilidade do Benfica

FC Porto v Benfica, September 1978 — and a goal that told Porto he had arrived.

FC Porto–Benfica, setembro de 1978 — e um golo que anunciou a sua chegada ao Porto.

“Benfica hadn’t lost in I don’t know how many games — but there was a twist. I had only just arrived at Porto. It was my first season, maybe my second or third game for the club, and my first at the old Estádio das Antas.

Beating Benfica, scoring the goal and ending that unbeaten run was wonderful. But for me personally, in a team that had just been crowned champions after 19 years, it was also a milestone — the moment I began to establish myself, and thankfully that’s exactly what happened.

The goal came from a rebound. I shaped to shoot and — being left-footed — instead of hitting it with my left, I shifted it onto my right and scored, from around the penalty spot. My first goal against Bento was with my right foot. It didn’t count double… but it should have!”

«O Benfica já não perdia há não sei quantos jogos, mas com uma particularidade: eu tinha chegado ao Porto. Era o meu primeiro ano, foi talvez o segundo ou terceiro jogo que fiz pelo Porto e o primeiro no antigo Estádio das Antas.

Ter ganho ao Benfica, ter marcado o golo e ter quebrado a invencibilidade foi ótimo. Mas, em termos de afirmação pessoal, numa equipa que tinha sido campeã ao fim de 19 anos no ano anterior, foi também um marco importante — uma afirmação que, felizmente, depois se concretizou.

O golo é um ressalto em que eu simulo e, sendo esquerdino, em vez de chutar com o pé esquerdo passo a bola para o pé direito e marco, ali ao pé da marca de penálti. O meu primeiro golo ao Bento é de pé direito. Aquilo não valeu a dobrar… mas devia valer!»

Transcribed from a video interview — wording pending José’s review.Transcrito de uma entrevista em vídeo — texto a rever pelo José.

SourceFonte: zerozero · “Destino: Saudade”, part 1 (2024) ↗

José Costa in a suit in the dressing room with Cristiano Ronaldo and Carlos Queiroz
In the dressing room with Cristiano Ronaldo and Carlos Queiroz — Portugal national team era, 2008–10.No balneário com Cristiano Ronaldo e Carlos Queiroz — época da Seleção Nacional, 2008–10.
1998–99 · United Arab Emirates1998–99 · Emirados Árabes Unidos

03 In his own wordsNas suas palavras

“Is that Eusébio?”«Aquele é o Eusébio?»

A training session in the Emirates, a Sudanese father’s hero — and a message for every young player.

Um treino nos Emirados, o ídolo de um pai sudanês — e uma mensagem para todos os jovens jogadores.

“When I was in the Emirates coaching the Olympic team, I had a player whose father was Sudanese. He was Emirati himself and played for the national side. Carlos Queiroz had invited Eusébio to pay us a visit, to help promote the game.

Halfway through a practice match, the ball was played to this lad and he just let it go. Instead of controlling it, he was staring at the far corner, where the dressing rooms were — and he asked me: ‘Is that Eusébio?’ I stopped the session.

We found out the story afterwards. He had never seen Eusébio play. His father idolised Eusébio as an African hero, and had passed that admiration on so completely that the son recognised him on sight.

We stopped training and called Eusébio over. He came to the centre of the pitch and, in that simple English of his — but with tremendous depth — he told them: ‘Create your dreams, chase your dreams, because I did — and in me you have proof that it’s possible.’ Everyone was spellbound.”

«Quando estava nos Emirados a treinar a equipa olímpica, tinha um jogador cujo pai era sudanês. Ele era dos Emirados e representava a seleção. O Carlos Queiroz tinha convidado o Eusébio para nos fazer uma visita, em termos de promoção do futebol.

A meio do treino, num jogo, passam a bola a esse jogador e ele não ligou. Em vez de ligar a bola, começou a olhar para o fundo, para a entrada dos balneários, e pergunta-me: “Aquele é o Eusébio?” Eu parei o treino.

Viemos a saber a história depois: ele nunca tinha visto o Eusébio jogar. O pai, sudanês, tinha como ídolo o Eusébio africano e conseguiu passar de tal forma essa referência ao filho que o filho o reconheceu.

Parámos o treino e chamámos o Eusébio, que veio falar a meio do campo, com aquele inglês simples mas de uma profundidade enorme: “Criem os vossos sonhos, persigam os vossos sonhos, porque eu fiz isso — e comigo vocês têm aqui um exemplo de que isso é possível.” Ficou toda a gente fascinada.»

Witnesses, José recalls: Carlos Queiroz and Toni.Testemunhas, recorda José: Carlos Queiroz e Toni.

Transcribed from a video interview — wording pending José’s review.Transcrito de uma entrevista em vídeo — texto a rever pelo José.

SourceFonte: zerozero · “Destino: Saudade”, part 2 (2024) ↗

José Costa in the red shirt of the Portugal national team
In the red shirt of the Portugal national team.Com a camisola vermelha da Seleção Nacional.
1971–73 · Coimbra1971–73 · Coimbra

04 In his own words · AcadémicaNas suas palavras · Académica

“We agreed nobody would leave”«Combinámos que ninguém ia sair»

What the Académica years meant — told to the club’s official website on his return in 2011.

O que significaram os anos da Académica — contado ao site oficial do clube no regresso, em 2011.

“Académica was the most defining period of my life, both as a citizen and as a sportsman. It was a time of emancipation, of self-affirmation, of independence, of influences — where I built my personality.

I have so many episodes in my head… The turbulent period of Académica and Académico, for example. They were emotional times — not dramatic ones, because things turned out well. The relegation… I remember that on that day we got together in the dressing room and agreed that nobody would leave. The following year we were champions, by a wide margin. Those are emotions I will never forget.

I was capped for Portugal as an Académica player. And once, in a game against Benfica, I had to go off for ten minutes — and when I came back on, that was when I felt the loudest applause of my whole career.”

«A Académica foi o período mais marcante da minha vida, quer como cidadão, quer como desportista. Foi um período de emancipação, de afirmação, de independência, de influências, onde construí a minha personalidade...

Tenho muitos episódios na minha cabeça… O período conturbado da Académica e do Académico, por exemplo. Foram momentos emotivos, não dramáticos porque houve um desenvolvimento feliz. A descida de divisão… Lembro-me que nesse dia juntámo-nos no balneário e combinámos que ninguém ia sair. No ano a seguir, fomos campeões com muitos pontos de diferença… Foram emoções que nunca esquecerei.

Fui internacional A pela Académica e uma vez tive de sair num jogo contra o Benfica, tive dez minutos de fora, e quando entrei foi quando senti mais os aplausos na minha carreira desportiva.»

SourceFonte: Académica OAF, “Dar Voz ao Adepto” (2011, web archive) ↗

José Alberto Barroso Machado e Costa today, in a dark jacket, beside the Liga NOS champions trophy at the Estádio do Dragão
Today: beside the Liga NOS champions trophy at the Estádio do Dragão.Hoje: ao lado do troféu de campeão da Liga NOS, no Estádio do Dragão.
1971–77 · Coimbra → Rochester1971–77 · Coimbra → Rochester

05 In his own wordsNas suas palavras

Study or play? One year at a timeEstudar ou jogar? Um ano de cada vez

Engineering lectures, the big clubs knocking — and a summer in America.

As aulas de engenharia, os grandes a bater à porta — e um verão na América.

“I went to Coimbra out of family tradition — my father and my brothers had all studied at the university there. From my second or third year, my deal with Académica was simple: I’ll only renew for one year at a time, but I’ll stay, because I want to keep studying and try to finish my degree — mechanical engineering.

Benfica, Sporting and Porto all came after me, but I focused on my studies. One of my proudest moments was, after two years in Coimbra, going to my father and mother and saying: ‘You don’t need to send me money any more.’ Saying that to your parents at 19 or 20 — you feel a little bit proud of yourself.

In the summer of ’77 Porto came knocking again. Artur Jorge, who was at the Rochester Lancers, advised their coach to sign me […]. And that’s how it went.”

«Fui para Coimbra por uma questão de tradição familiar: o meu pai e os meus irmãos tinham passado por Coimbra para estudar na universidade. O meu acordo com a Académica, a partir do segundo ou terceiro ano, foi: eu só renovo por um ano, mas continuo aqui, porque quero continuar a estudar e tentar acabar o curso — engenharia mecânica.

Comecei a ser assediado pelo Benfica, pelo Sporting, pelo Porto, mas concentrei-me mais no estudo. Uma das maiores satisfações que tive foi, ao fim de dois anos de Coimbra, chegar ao pé do meu pai e da minha mãe e dizer: “Eu não preciso que me mandem dinheiro.” Com 19 ou 20 anos, dizer isso ao pai ou à mãe… fica-se um bocado de peito feito.

No verão de 77 fui novamente assediado pelo Porto. O Artur Jorge, que estava no Rochester Lancers, aconselhou o treinador a ir-me buscar […]. E assim foi.»

The arrangement itself — three months in America to make up the difference and stay in Coimbra — is told in José’s own text, “Pelé’s promise”.O acordo em si — três meses na América para compensar a diferença e continuar em Coimbra — é contado no texto do próprio José, «A promessa de Pelé».

Transcribed from a video interview — wording pending José’s review.Transcrito de uma entrevista em vídeo — texto a rever pelo José.

SourceFonte: zerozero · “Destino: Saudade”, part 1 (2024) ↗

Vintage card: José Costa full-length in the FC Porto kit, labelled “Costa 24 Porto”
Vintage card labelled “Costa 24 Porto”.Cromo antigo com a legenda “Costa 24 Porto”.
1978–84 · FC Porto1978–84 · FC Porto

06 In his own words · The Pedroto schoolNas suas palavras · A escola de Pedroto

“You’re worth more at 50%”«Tu vales mais a 50%»

Learning from José Maria Pedroto, a coach ahead of his time.

A aprendizagem com José Maria Pedroto, um treinador à frente do seu tempo.

“It was Pedroto who brought me from Coimbra. Coming from Académica straight into the reigning champions and being put in the starting eleven… my chest swelled so much the shirt nearly burst!

Under Pedroto I was always a starter, because he had a shrewdness — a way of reading the game and building teams — that was ahead of its time. We did things in terms of game organisation that only became commonplace much later: Duda was a centre-forward at home, but away he’d play as a holding midfielder. Possession was never possession for its own sake; it always had a purpose. I learned that from Pedroto — and in Coimbra too.

Pedroto believed in settling the team as early as possible. Once he even had me fetched from home when I had the flu, because he said: ‘Listen, you’re worth more even at 50% than the other options I’ve got.’ That gave every one of us in the starting eleven an enormous boost.”

«É o Pedroto que me vai buscar a Coimbra. Eu vinha de Coimbra, chegar ao campeão nacional e pôr-me de caras a titular… deu-me um peito que a camisola rebentava!

Com o Pedroto fui sempre titular, porque ele tinha uma sagacidade e uma forma de analisar, de ver e de montar as equipas que estava avançada no tempo. Fizemos coisas em termos de organização de jogo que só mais tarde se banalizaram: o Duda era ponta de lança em casa e, fora, jogava a trinco. A posse de bola não era só por ser posse de bola — tinha um objetivo. Isso aprendi bem com o Pedroto, mas também em Coimbra.

O Pedroto era apologista de estabilizar a equipa o mais cedo possível. Cheguei a ser ido buscar a casa quando estava com gripe, porque ele dizia: “Pá, tu vales mais, mesmo a 50%, do que outras hipóteses que eu tenho aqui.” Isso dava uma moral enorme a cada um de nós que era titular.»

Transcribed from a video interview — wording pending José’s review.Transcrito de uma entrevista em vídeo — texto a rever pelo José.

SourceFonte: zerozero · “Destino: Saudade”, part 1 (2024) ↗

José Alberto Barroso Machado e Costa in the blue-and-white FC Porto shirt with the Revigrés sponsor, 1980s
FC Porto portrait in the Revigrés-sponsored shirt, 1980s.Retrato no FC Porto com a camisola patrocinada pela Revigrés, anos 80.
1984 · St. Jakob, Basel1984 · St. Jakob, Basileia

07 In his own words · Cup Winners’ Cup finalNas suas palavras · Final da Taça das Taças

Basel: holding back Zé BetoBasileia: segurar o Zé Beto

FC Porto’s first European final, against a Juventus side full of world champions.

A primeira final europeia do FC Porto, frente a uma Juventus cheia de campeões do mundo.

“António Morais deserves great credit: he kept everything going and kept the team performing, to the point that we reached the Cup Winners’ Cup final in Basel. Nobody expected us to get that far.

Juventus had a string of world champions — Platini, Paolo Rossi, Tardelli, Gentile, Cabrini… — and we matched them blow for blow. There was a strong tendency, I won’t say to hurt us, but to favour the Italians — so much so that it’s the game where Zé Beto lost his head, and it was me and Rodolfo who held him back. Holding Zé Beto was like holding a wild animal!

Even though we lost 2–1, we felt we could easily have won — and that raised everyone’s confidence.”

«O António Morais teve um grande mérito, que foi continuar tudo e manter o rendimento, de tal forma que chegámos à final da Taça das Taças em Basileia. Fizemos um percurso com que, na altura, ninguém estaria a contar.

A Juventus tinha uma série de campeões do mundo — o Platini, o Paolo Rossi, o Tardelli, o Gentile, o Cabrini… — e batemo-nos de igual para igual. Houve uma tendência forte, não direi para nos prejudicar, mas para beneficiar os italianos, de tal forma que é o jogo em que o Zé Beto perde a cabeça, e sou eu e o Rodolfo que o agarramos. O Zé Beto era um bicho autêntico para segurar!

Apesar de termos perdido 2-1, sentimos que podíamos perfeitamente ter ganho, e isso aumentou a confiança de todos nós.»

Costa was coming back from injury and started on the bench. Back home, Pedroto told António Morais he should have brought him on sooner.Costa recuperava de uma lesão e começou no banco. No regresso, Pedroto disse a António Morais que o devia ter lançado mais cedo.

Transcribed from a video interview — wording pending José’s review.Transcrito de uma entrevista em vídeo — texto a rever pelo José.

SourceFonte: zerozero · “Destino: Saudade”, part 1 (2024) ↗ · Glórias do Passado (2007) ↗

Black-and-white photo from behind of a player in a number 11 shirt, surrounded by smoke
A player in the No. 11 shirt, seen from behind amid smoke (black-and-white).Um jogador com a camisola n.º 11, de costas, envolto em fumo (preto e branco).
1985–86 · Guimarães1985–86 · Guimarães

08 Vitória SCVitória SC

Silencing the critics in GuimarãesCalar as críticas em Guimarães

Written off as “too old” at nearly 32, he answered with one of the finest seasons in Vitória’s history.

Dado como «velho» com quase 32 anos, respondeu com uma das grandes épocas da história do Vitória.

For 1985/86 Vitória de Guimarães appointed António Morais — José Maria Pedroto’s loyal assistant — as head coach, and Morais knew exactly what Costa could do. The Guimarães faithful were far less convinced. They criticised president Pimenta Machado fiercely for signing a player they considered past his best, pointing to how little he had played in his last years at Porto.

Costa set out to silence every one of them. He had an excellent season, and Vitória a memorable one: the team never lost a league game at home and, in Guimarães, beat all three of the big clubs: Benfica and the eventual champions — his old club, FC Porto — both 2–1, and Sporting 4–3, a game in which Costa himself scored, on 24 November 1985.

Up front he formed a formidable trio with Paulinho Cascavel and Roldão, and the Brazilian fed off his passes again and again: Cascavel finished as the league’s second-highest scorer, many of his goals made by Costa. Costa was the third most-used player in Morais’s squad, and fourth place took Vitória into the UEFA Cup.

Na temporada de 1985/86, o Vitória de Guimarães contratou para treinador António Morais, fiel adjunto de José Maria Pedroto, que conhecia perfeitamente as qualidades de Costa. Em Guimarães, porém, o nome de Costa não foi bem recebido pela massa associativa, que criticou fortemente o presidente Pimenta Machado pela contratação: entendia-se que o jogador já estava a ficar velho, e apontava-se a pouca utilização dos últimos anos no FC Porto.

Costa fez por calar todas as críticas. Realizou uma excelente temporada, e o Vitória uma época memorável: a equipa não perdeu um único jogo em casa no Campeonato e, em Guimarães, venceu os três grandes: o Benfica e o futuro campeão — o seu antigo FC Porto —, ambos por 2-1, e o Sporting por 4-3, num jogo em que o próprio Costa marcou, a 24 de novembro de 1985.

Formou com Paulinho Cascavel e Roldão uma tripla de ataque de enorme respeito, e o brasileiro serviu-se imensas vezes das suas assistências: Cascavel terminou como segundo melhor marcador do Campeonato, com muitos golos com o dedo de Costa. Costa foi o terceiro jogador mais utilizado por António Morais, e o 4.º lugar levou o Vitória à Taça UEFA.

SourceFonte: Glórias do Passado (2007) ↗ · Estrelas do FCP (2009) ↗

José Costa as a coach on the touchline, pointing, in a light blue shirt
On the touchline as a coach.Na linha lateral, como treinador.
2011–12 · Iran2011–12 · Irão

09 In his own words · Coaching abroadNas suas palavras · Treinar lá fora

A picnic on a roundaboutUm piquenique numa rotunda

Coaching Sanat Naft, and the warmth of Iranian hospitality.

A treinar o Sanat Naft, e o calor da hospitalidade iraniana.

“In Iran, when it came to the people and the human contact, it was fantastic.

Once they took us for a drive and, at some point, we stopped in another town, at a roundabout that had grass on it — which is rare in that heat — kept green by sprinklers. There was a restaurant next to it. The men who had invited us said ‘wait here, sit down’, went to the restaurant and set up a little table with a picnic cloth in the middle of the grass, right on the roundabout.

For them, grass is a lovely and rare place to be, and sharing food is a gesture of brotherhood. We hadn’t had a picnic like that since we were 18!”

«No Irão, em termos de população e de contacto, foi fantástico.

Convidam-nos para dar uma volta e, às tantas, paramos numa cidade diferente, numa rotunda que tinha relva — o que é raro, por causa do calor —, mantida verdinha por um sistema de rega. Ao lado havia um restaurante. Os senhores que nos convidaram disseram “esperem aí, sentem-se aí”, foram ao restaurante e montaram uma mesinha com uma toalha de piquenique no meio da relva, na rotunda.

Para eles, a relva é um sítio agradável, que não é muito frequente, e a comida e o convívio são um gesto de fraternidade. Já não fazíamos um piquenique desses desde os 18 anos!»

Transcribed from a video interview — wording pending José’s review.Transcrito de uma entrevista em vídeo — texto a rever pelo José.

SourceFonte: zerozero · “Destino: Saudade”, part 2 (2024) ↗

Black-and-white photo of a young José Costa, with long hair and a moustache, in a dark Académica shirt
Académica de Coimbra: a young José Costa in the club’s dark shirt.Académica de Coimbra: um jovem José Costa com a camisola escura do clube.
1960s · Vila RealAnos 60 · Vila Real

10 In his own words · Where it beganNas suas palavras · Onde tudo começou

Professor Carvalhais and the boy who wanted it allO professor Carvalhais e o rapaz que queria tudo

Trás-os-Montes roots, a PE teacher who noticed — and the dirt pitches of the old third division.

Raízes transmontanas, um professor de ginástica atento — e os pelados da antiga terceira divisão.

“My father was from Vila Real, my mother from Valpaços — pure Trás-os-Montes stock. I was born in Porto because my father, a magistrate, was working there and had to move to a new district every so often.

At the Vila Real liceu there were extra-curricular sessions on Wednesday and Saturday afternoons where we could play any sport except football. The PE teacher, Professor Carvalhais, noticed that I wanted to try anything that involved movement. He always encouraged me, and he passed the word to friends at Sport Clube de Vila Real, who invited me to join.

I started in the youth team, moved up to the juniors and then the seniors, in the old third division. I was young and very quick, and I learned the hard way how to get round the obstacles: on small dirt pitches, with the ball bouncing everywhere, they would shove me into the crowd. It was rough — but it was wonderful for my development.”

«O meu pai era de Vila Real, a minha mãe de Valpaços. Transmontanos puros. Eu nasci no Porto porque o meu pai, magistrado, estava cá a trabalhar e tinha de mudar de comarca de vez em quando.

No liceu de Vila Real havia as atividades circum-escolares, às quartas e aos sábados à tarde, onde podíamos praticar tudo menos futebol. O professor de ginástica, o professor Carvalhais, começou a sentir que eu tinha vontade de praticar tudo o que fosse movimento. Incentivou-me sempre e foi dando informações aos amigos do Sport Clube de Vila Real, que me convidaram.

Comecei nos juvenis, passei aos juniores e depois aos seniores, na antiga terceira divisão. Eu era novo e muito rápido e aprendi à minha custa a tornear as dificuldades: em campos pequenos e pelados, com a bola a saltar, atiravam-me contra o público. Foi mau, mas foi muito bom para o meu desenvolvimento.»

Transcribed from a video interview — wording pending José’s review.Transcrito de uma entrevista em vídeo — texto a rever pelo José.

SourceFonte: zerozero · “Destino: Saudade”, part 1 (2024) ↗ · Estrelas do FCP (2009) ↗

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02 — AboutSobre

Winger. Engineer. Teacher of the game.Extremo. Engenheiro. Mestre do jogo.

José Alberto Barroso Machado e Costa today, in a dark jacket, beside the Liga NOS champions trophy at the Estádio do Dragão
TodayHoje Today: beside the Liga NOS champions trophy at the Estádio do Dragão.Hoje: ao lado do troféu de campeão da Liga NOS, no Estádio do Dragão.

“Everyone who passes through Coimbra, and above all through Académica, never forgets it.”«Todos os que passam em Coimbra, e em muito especial pela Académica, nunca a esquecem…»

— José Costa to Académica’s website, 2011José Costa ao site da Académica, 2011

José Alberto Barroso Machado e Costa was born in Porto, but his roots — and his football — are in Trás-os-Montes. At the Liceu de Vila Real he was an all-round athlete, quick on the track and strong on the handball court, and that physical base would define him as a classic, tireless left winger.

José Alberto Barroso Machado e Costa nasceu no Porto, mas as raízes — e o futebol — são transmontanos. No Liceu de Vila Real foi um atleta completo, veloz no atletismo e vigoroso no andebol, e essa base física haveria de defini-lo como um extremo-esquerdo clássico e incansável.

In the summer of 1971 he moved to Coimbra to study at the University and play for Académica, and stayed seven seasons. In 1978 he joined FC Porto, and the years that followed made his name; he ended his playing days with a season each at Vitória de Guimarães and Marítimo.

No verão de 1971 mudou-se para Coimbra, para estudar na Universidade e jogar na Académica, onde ficou sete épocas. Em 1978 rumou ao FC Porto, e os anos que se seguiram fizeram o seu nome; terminou a carreira de jogador com uma época no Vitória de Guimarães e outra no Marítimo.

Football and engineering went side by side in Coimbra, and that analytical mind shaped a second career of more than two decades on the bench, in Portugal and abroad.

Em Coimbra, o futebol e a engenharia andaram lado a lado, e esse espírito analítico marcou uma segunda carreira de mais de duas décadas no banco, em Portugal e no estrangeiro.

Full nameNome completo
José Alberto Barroso Machado e CostaJosé Alberto Barroso Machado e Costa
BornNascimento
31 October 1953, Porto31 de outubro de 1953, Porto
RootsRaízes
Vila Real, Trás-os-MontesVila Real, Trás-os-Montes
PositionPosição
Left winger (left-footed)Extremo-esquerdo (esquerdino)
HeightAltura
1.73 m1,73 m
EducationFormação
Mechanical engineering degree, University of CoimbraLicenciatura em Engenharia Mecânica, Universidade de Coimbra
Current activityAtividade atual
TBD — to be confirmed by BrunoA definir — a confirmar pelo Bruno

03 — Playing careerCarreira de jogador

From Vila Real to the Antas, one blue-and-white heart.De Vila Real às Antas, um coração azul e branco.

Black-and-white photo of a young José Costa, with long hair and a moustache, in a dark Académica shirt

1971–1978

Académica de Coimbra

Debut club · 136 league apps · 15 goalsClube de estreia · 136 jogos no campeonato · 15 golos

Top-flight debut while still a junior: 12 first-team games in a season that ended in relegation, then 18 games and two goals in the immediate promotion. He scored a career-best ten goals in 1977–78 before signing for FC Porto. Some 159 games for the club in all competitions.

Estreia no escalão principal ainda júnior: 12 jogos na equipa principal numa época que acabou em descida, e depois 18 jogos e dois golos na subida imediata. Marcou dez golos em 1977–78, a melhor marca da carreira, antes de assinar pelo FC Porto. Cerca de 159 jogos pelo clube em todas as competições.

Read: “We agreed nobody would leave” →Ler: «Combinámos que ninguém ia sair» →

1977

Rochester Lancers (NASL)

Summer loan · 8 apps · 1 goalEmpréstimo de verão · 8 jogos · 1 golo

A summer in the North American Soccer League, agreed with Académica — the season he faced Pelé.

Um verão na North American Soccer League, combinado com a Académica — a época em que defrontou Pelé.

Read: Pelé’s promise →Ler: A promessa de Pelé →
José Costa holding the Campeonato Nacional trophy, wearing a “Bi Campeão Nacional 1978-1979” sash, next to a teammate; both in the FC Porto kit
With the Campeonato Nacional trophy and the “Bi Campeão Nacional 1978-1979” sash, beside a teammate.Com o troféu do Campeonato Nacional e a faixa “Bi Campeão Nacional 1978-1979”, ao lado de um colega de equipa.

1978–1985

FC Porto

145 league apps · 22 goals · 6 major titles145 jogos no campeonato · 22 golos · 6 títulos importantes

A left winger of rare physical condition, he filled the gap left by Ademir and Octávio, formed a formidable attacking trio with Fernando Gomes and António Oliveira, and was instrumental in the club’s trophy-winning years.

Extremo-esquerdo de condição física invulgar, preencheu o vazio deixado por Ademir e Octávio, formou com Fernando Gomes e António Oliveira um trio de ataque temível e foi decisivo nos anos de conquistas do clube.

  • Champion in his first season, 1978–79, with 24 league games
  • Most prolific season in 1980–81: 13 goals in all competitions, playing in a free role under the Austrian Hermann Stessl
  • Verão Quente, 1980: one of the fifteen players who stood by Pedroto and Pinto da Costa — the story →
  • A substitute in FC Porto’s first European final, Basel 1984 — the story →
  • With the rise of Vermelhinho and a 17-year-old Paulo Futre he played only five games in 1984–85 — but remained a leader in the dressing room until he left
  • Campeão logo na primeira época, 1978–79, com 24 jogos no campeonato
  • Época mais goleadora em 1980–81: 13 golos em todas as competições, a jogar mais solto, às ordens do austríaco Hermann Stessl
  • Verão Quente de 1980: um dos quinze jogadores que se solidarizaram com Pedroto e Pinto da Costa — a história →
  • Suplente utilizado na primeira final europeia do FC Porto, Basileia 1984 — a história →
  • Com o aparecimento de Vermelhinho e de Paulo Futre, então com 17 anos, fez apenas cinco jogos em 1984–85 — mas manteve-se um líder no balneário até sair

All competitions: 199 games · 32 goals · coaches Pedroto, Stessl and Artur Jorge

Todas as competições: 199 jogos · 32 golos · treinadores Pedroto, Stessl e Artur Jorge

Vintage FC Porto card: José Costa full-length in the blue-and-white striped kit, with the Porto crest Vintage card: José Costa full-length in the FC Porto kit, labelled “Costa 24 Porto”

Vintage cards from the Porto yearsCromos antigos dos anos no Porto

1986–1987

C.S. Marítimo

9 apps · 0 goals9 jogos · 0 golos

A final season in Funchal, cut short by a foot injury. He hung up his boots in June 1987, aged 33.

Uma última época no Funchal, encurtada por uma lesão no pé. Pendurou as botas em junho de 1987, aos 33 anos.

Club-by-club figures are league appearances and goals (English Wikipedia infobox); the Académica figure includes the second-division promotion season. TBD: the Portuguese text calls the goal v Sporting his only one of 1985–86, while the infobox lists 2 goals for Vitória — to be confirmed.

Números por clube: jogos e golos no campeonato (infobox da Wikipédia em inglês); o valor da Académica inclui a época da subida, na segunda divisão. A definir: o texto em português diz que o golo ao Sporting foi o seu único em 1985–86, mas a infobox indica 2 golos no Vitória — a confirmar.

National team · 1978–1983Seleção Nacional · 1978–1983

Portugal

24capsinternacionalizações
1goalgolo

He played the qualifying campaigns for Euro 1980, the 1982 World Cup and Euro 1984, but never played at a major tournament.

Disputou as qualificações para o Euro 1980, o Mundial de 1982 e o Euro 1984, mas nunca jogou uma grande competição.

José Costa in the red shirt of the Portugal national team
In the red shirt of Portugal.Com a camisola vermelha de Portugal.
  1. 8 March 19788 de março de 1978Debut · France 2–0 Portugal, ParisEstreia · França 2–0 Portugal, ParisFriendly at the Parc des Princes under Juca.Jogo particular no Parque dos Príncipes, com Juca como selecionador.
  2. 20 September 197820 de setembro de 1978Only international goal · Portugal 1–0 USAÚnico golo pela Seleção · Portugal 1–0 EUAThe winner, at the Estádio do Bonfim, Setúbal — on his second cap, by then a Porto player.O golo da vitória, no Estádio do Bonfim, em Setúbal — na segunda internacionalização, já como jogador do FC Porto.
  3. 28 October 198328 de outubro de 1983Last cap · Poland 0–1 PortugalÚltima internacionalização · Polónia 0–1 PortugalAway win in Wrocław, Euro 1984 qualifying.Vitória em Wrocław, na qualificação para o Euro 1984.

04 — CoachingTreinador

From the touchline across three continents.Da linha lateral por três continentes.

He moved into coaching as soon as he hung up his boots: head coach, assistant, technical director and scout — much of it as Carlos Queiroz’s trusted right-hand man.

Passou para o banco mal pendurou as botas: treinador principal, adjunto, diretor técnico e observador — grande parte desse percurso como braço direito de confiança de Carlos Queiroz.

José Costa as a coach on the touchline, pointing, in a light blue shirt
On the touchline as a coach.Na linha lateral, como treinador.
José Costa in a suit in the dressing room with Cristiano Ronaldo and Carlos Queiroz
In the dressing room with Cristiano Ronaldo and Carlos Queiroz — Portugal national team era, 2008–10.No balneário com Cristiano Ronaldo e Carlos Queiroz — época da Seleção Nacional, 2008–10.
  1. 1988–89
    AssistantAdjunto

    PortugalPortugal

    Assistant to national coach Juca.

    Adjunto do selecionador Juca.

  2. 1989–90
    Head coachTreinador principal

    Académica de CoimbraAcadémica de Coimbra

    First head-coaching job, back at his old club in the second division, for one season.

    Primeira experiência como treinador principal, de regresso ao antigo clube, na segunda divisão, durante uma época.

  3. 1991–92
    AssistantAdjunto Youth teamsSeleções jovens

    Portugal & Portugal U21Portugal e Portugal Sub-21

    In charge of the national youth sides, including the U21s, and assistant to the new national coach, Carlos Queiroz.

    Responsável pelas seleções jovens, incluindo os Sub-21, e adjunto do novo selecionador, Carlos Queiroz.

  4. 1993–95
    AssistantAdjunto

    Sporting CPSporting CP

    Assistant to Carlos Queiroz.

    Adjunto de Carlos Queiroz.

  5. 1996–97
    AssistantAdjunto Head coachTreinador principal

    Nagoya Grampus Eight (Japan)Nagoya Grampus Eight (Japão)

    Assistant to Carlos Queiroz; in 1996 he also took charge for three matches as head coach — three wins.

    Adjunto de Carlos Queiroz; em 1996 assumiu também o comando em três jogos como treinador principal — três vitórias.

  6. 1998–99
    AssistantAdjunto

    United Arab EmiratesEmirados Árabes Unidos

    Part of Carlos Queiroz’s national-team staff, working with the Olympic team — the year Eusébio came to visit.

    Na equipa técnica de Carlos Queiroz na seleção, a trabalhar com a equipa olímpica — o ano da visita de Eusébio.

  7. 1999–2001
    Head coachTreinador principal

    F.C. FamalicãoF.C. Famalicão

    Second tier — the first of four consecutive head-coaching posts in Portugal.

    Segundo escalão — o primeiro de quatro cargos consecutivos como treinador principal em Portugal.

  8. 2001
    Head coachTreinador principal

    F.C. VizelaF.C. Vizela

    Third tier.

    Terceiro escalão.

  9. 2001–03
    Head coachTreinador principal

    Varzim SCVarzim SC

    Took over in the Primeira Liga in December 2001 and kept the club up.

    Assumiu o comando na Primeira Liga em dezembro de 2001 e garantiu a manutenção.

  10. 2003
    Head coachTreinador principal

    G.D. ChavesG.D. Chaves

    Second tier.

    Segundo escalão.

  11. 2005
    Technical directorDiretor técnico

    USA Seventeen Soccer AcademyUSA Seventeen Soccer Academy

    Technical director in Santa Clara, California, supervising the academy’s age groups.

    Diretor técnico em Santa Clara, na Califórnia, a supervisionar os vários escalões da academia.

  12. From July 2008Desde julho de 2008
    ScoutingObservação AssistantAdjunto

    Portugal national teamSeleção Nacional

    Reunited with Queiroz in the scouting department, alongside Oceano da Cruz and Julian Ward, through to the 2010 World Cup — including some 15 days in Switzerland watching Sven-Göran Eriksson’s Ivory Coast.

    Reencontrou Queiroz no departamento de observação, ao lado de Oceano da Cruz e Julian Ward, até ao Mundial de 2010 — incluindo cerca de 15 dias na Suíça a observar a Costa do Marfim de Sven-Göran Eriksson.

  13. From Dec 2010Desde dez. 2010
    AssistantAdjunto

    Académica de CoimbraAcadémica de Coimbra

    Back home in Coimbra as assistant to José Guilherme.

    De regresso a Coimbra, como adjunto de José Guilherme.

  14. 2011–12
    Head coachTreinador principal

    Sanat Naft Abadan (Iran)Sanat Naft Abadan (Irão)

    Appointed in November 2011 in the Iran Pro League, replacing Gholam Hossein Peyrovani; after good results his contract was extended by a year in May 2012, and he stepped down late that year.

    Nomeado em novembro de 2011, na Iran Pro League, em substituição de Gholam Hossein Peyrovani; após bons resultados, o contrato foi prolongado por um ano em maio de 2012, e deixou o cargo no final desse ano.

  15. 2013–14
    Head coachTreinador principal

    S.C. Braga BS.C. Braga B

    Head coach of Braga’s B team.

    Treinador principal da equipa B do Braga.

  16. Since 2014Desde 2014
    MediaComunicação

    Radio & televisionRádio e televisão

    Without a coaching post since 2014, he has also worked as a football commentator on radio and television.

    Sem cargo de treinador desde 2014, tem sido também comentador de futebol na rádio e na televisão.

05 — Honours & statsTítulos e números

A career the numbers help to tell.Uma carreira que os números ajudam a contar.

301Primeira Liga gamesJogos na Primeira Liga
37Primeira Liga goalsGolos na Primeira Liga
16Professional seasonsÉpocas como profissional
6Major titles with PortoTítulos importantes no Porto
24Portugal capsInternacionalizações A
1European final (1984)Final europeia (1984)

HonoursPalmarés

CompetitionCompetiçãoSeason(s)Época(s)TeamEquipa
Primeira LigaPrimeira Liga1978–79, 1984–85FC PortoFC Porto
Taça de PortugalTaça de Portugal1983–84FC PortoFC Porto
Supertaça Cândido de OliveiraSupertaça Cândido de Oliveira1981, 1983, 1984FC PortoFC Porto
Porto FA Cup (regional) ×2Taça da AF Porto (regional) ×2—FC PortoFC Porto
UEFA Cup Winners’ Cup — runner-upTaça dos Vencedores das Taças — finalista1983–84FC PortoFC Porto
Portuguese Footballer of the Year (CNID)Futebolista Português do Ano (CNID)1979IndividualIndividual
1979

CNID Footballer of the Year in 1979 — the Portuguese sports press’s award, won the year before by his Porto team-mate António Oliveira.

Futebolista do Ano do CNID em 1979 — o prémio da imprensa desportiva portuguesa, conquistado no ano anterior pelo colega de equipa António Oliveira.

Magazine spread headlined “Costa: Futebolista do Ano na votação dos melhores em cada lugar” Cover of the magazine Ídolos: “Costa (F.C. Porto)”

In the press: “Costa: Futebolista do Ano” (1979), and the cover of Ídolos. Select to enlarge.

Na imprensa: «Costa: Futebolista do Ano» (1979) e a capa da Ídolos. Selecione para ampliar.

Career statisticsEstatísticas da carreira

YearsAnosClubClubeAppsJogosGoalsGolos
1971–1978Académica13615
1977Rochester Lancers (loan)Rochester Lancers (empréstimo)81
1978–1985FC Porto14522
1985–1986Vitória SC (Guimarães)292
1986–1987C.S. Marítimo90
Total (league)Total (campeonato)32740
1978–1983Portugal241

League totals include Académica’s second-division promotion season and the NASL loan. Honours and totals: Portuguese Wikipedia; club-by-club figures: English Wikipedia; Porto FA Cups and all-competition figures: Estrelas do FCP; CNID award: CNID winners’ list (Wikipedia) and O Blog do David (2025).

Os totais incluem a época da subida da Académica, na segunda divisão, e o empréstimo na NASL. Palmarés e totais: Wikipédia em português; números por clube: Wikipédia em inglês; Taças da AF Porto e números em todas as competições: Estrelas do FCP; prémio CNID: lista de vencedores (Wikipédia) e O Blog do David (2025).

“Hugely important in Porto’s growth into a great European club and in ending the trophy drought.”«Importantíssimo no crescimento do F.C. Porto como grande clube europeu e no fim da seca de títulos.»

“Blessed with a beautiful left foot — a real ‘Porto-style’ player, full of fight.”«Possuidor de um belíssimo pé esquerdo e um jogador “à Porto”, de raça.»

— Readers’ comments, Estrelas do FCPComentários de leitores, Estrelas do FCP

07 — ContactContacto

Let’s talk.Vamos conversar.

For interviews, speaking engagements, coaching and scouting enquiries, or memorabilia and archive requests.

Para entrevistas, palestras, pedidos relacionados com treino e observação, ou pedidos de arquivo e recordações.

EmailEmail
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RepresentationRepresentação
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